3. Dúvidas (Tg 1:5-8)
“Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa; homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos”.
O meio pelo qual nos relacionamos com Deus é a Fé. Ela é um dom de Deus e, sem ela não podemos agradar-lhe (Hb 11:6). Pela fé, avistamos possibilidades que, em nossa limitação, jamais conseguiríamos alcançar. Ela é que nos faz vencer o mundo (mundo aqui na concepção do mundo dos homens que se opõe às verdades de Deus) ( I Jo 5:4).
Sendo assim, quando oramos, precisamos crer em nossas orações e, sobretudo, crer no Deus a quem oramos.
Conta-se a história de um jovem, recém-convertido, que lera no Evangelho o seguinte: E ele lhes respondeu: Por causa da pequenez da vossa fé. Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível.(Mateus 17:20) . O jovem, então, se pôs a orar olhando a um monte que distava alguns metros de sua casa e que avistava pela janela de seu quarto. Ao abrir os olhos, o monte estava no mesmo lugar. Então disse: “Eu já sabia...”
Primeiro, não podemos tomar o texto bíblico de forma literal, é óbvio. Mas a atitude do jovem nos leva a pensar sobre como oramos, ou seja, muitas vezes duvidamos do que oramos antes mesmo de pedir. É isso que Jesus se refere, também, quando fala de vãs repetições. Seja lida ou espontânea, a oração deve brotar do coração de quem ora, com a certeza de que Deus o ouvirá.
Segundo, fé significa não apenas acreditar, mas confessar. Isso significa que temos que confessar nossa fé na Palavra de Deus, naquilo que é a vontade de Deus para nós. Se oramos sem essa fé embasada nas Escrituras, não receberemos nada. O Pai Nosso, mais uma vez vem nos ajudar: “Seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus”(Mateus 6:10).
Terceiro, às vezes, o que nos falta é sabedoria. Não podemos nos esquecer que Deus responde a todas as orações: às vezes com um “sim”, às vezes com um “não” e, outras vezes com um “espere”. Não podemos esperar que Deus responda sempre “sim” para nós. Não podemos agir como filhos mimados que não sabem receber um “não”, ou ficar na ansiedade porque Ele respondeu “espere”. Ao contrário do dito popular, Deus nunca tarda ( “Deus tarda, mas não falha”), Ele sempre age na hora certa, pois tem o conhecimento pleno do tempo e do espaço, o que falta a nós, limitados que somos.
Ao orar, exerça a sua fé genuína, creia nas promessas de Deus, revindique-as, elas são para você, pessoalmente. Os Salmos, por exemplo, nos mostram grandes e preciosas promessas que Deus está pronto a atender, pois se Ele prometeu, vai certamente cumprir. Tenha Fé!
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