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terça-feira, 25 de janeiro de 2022

A frase “bandido bom é bandido morto” deve ser usada por cristãos?

 

A frase “bandido bom é bandido morto” deve ser usada por cristãos?

 Hoje, 25 de janeiro, é a memória da Conversão de São Paulo. Uma data propícia para pensarmos nesta frase que se consolidou na cultura popular como forma de se fazer justiça e estabelecer-se uma comunidade mais segura.

 São Paulo é a prova de que essa frase NÃO deve ser usada por cristãos genuínos, sérios e reflexivos. Saulo de Tarso, como era chamado antes de sua conversão, era um assassino. Segundo o texto de Atos 9:1-22, ele estava se dirigindo a Damasco para prender e matar discípulos de Jesus Cristo. Porém, no caminho de Damasco, teve uma experiência de êxtase espiritual, um encontro pessoal com o Senhor, que o levou a ser um dos maiores missionários da História do Cristianismo e o maior autor dos textos do Novo Testamento.

 Quando nós pensamos como cristãos, não podemos concordar com a frase popular. Para nós deveria ser ‘bandido bom é bandido salvo, convertido”. Vivemos numa sociedade em que valores e princípios cristãos são questionados, às vezes, pelos próprios cristãos. A pregação do Evangelho, o “ide”, tem como objetivo exatamente transformar bandidos em santos.

 A mensagem do Evangelho é uma mensagem de reconciliação do homem com o seu Criador. Se formos olhar friamente, todos, por mais honestos e ordeiros que sejamos, somos bandidos, porque todos somos pecadores (Rm 3:10, 23). Todos deveríamos morrer, já que o “salário do pecado é a morte” (Rm 6:23). Porém, por causa da sua misericórdia, Deus enviou o seu filho Jesus Cristo a fim de sermos salvos (Rm 5:12). Jesus, inocente, morreu pelo seu e pelo meu pecado!

 Ao sermos tocados pelo Espírito Santo e confessarmos que “Jesus é Senhor” (Rm 10:9,10) a nossa vida é transformada, não por causa de nossas ações (Ef 2:8,9), mas puramente pela sua Graça.

 Como São Paulo, que possamos dizer “já não sou eu que vivo, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:16). Que tenhamos a consciência de que temos que pregar o Evangelho a todos os pecadores, como nós mesmo o somos.

 Lembro-me de que, há alguns anos, foi veiculada pela mídia um pixação na Austrália, que dizia “Deus ama até o Osama Bin-Laden”. Muita gente não entendeu. Mas isso é o Evangelho!

Abraço a todos!

 

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