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domingo, 9 de maio de 2021

Sexto Domingo da Páscoa – Dia das Mães

 Sexto Domingo da Páscoa – Dia das Mães

Oração do Dia: Origem de todo bem, que tens preparado para quem te ama coisas tão excelentes que sobrepujam o entendimento humano; infunde em nossos corações tanto amor para contigo, que nós, amando-te em tudo e acima de tudo, alcancemos as tuas promessas, que excedem quanto podemos desejar, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre. Amém.

Leituras: Atos 10.44-48; Salmo 98; I João 5.1-6; João 15.9-17


Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado!

Feliz dia das mães a todas essas mulheres batalhadoras e amorosas que, como Cristo, dão a vida por quem amam.

A mensagem do Evangelho de Jesus Cristo rompe todas as barreiras. Não há nada reservado a uns e não a outros, o Evangelho, através da obra do Espírito Santo, aproxima o que estava separado, e faz com que um dos mais importantes ministérios cristãos venha à luz: a reconciliação.

Sendo assim, a reconciliação é o amor de Deus colocado em prática: Deus, através de Cristo, nos reconcilia consigo mesmo, e nos reconcilia uns com os outros. Ao próximo, demonstramos essa reconciliação, essa obra de Deus, em nós e através de nós, de duas maneiras: pela prática de seus mandamentos e pelas ações concretas de amor pelo outro.

Infelizmente, no decorrer da História do Cristianismo (composto por pecadores!), há muitos exemplos de intolerância...aos que pensavam diferente, a pecha de hereges (herege é na, verdade, aquele que perdeu na argumentação!); aos que tinham práticas diferentes, foram chamados de bruxas e bruxos e queimados nas fogueiras; por causa de disputas doutrinárias, rotularam-se uns de ortodoxos e outros de heterodoxos e, devido a isso, houve uma pulverização de movimentos e seitas que dividem o Cristianismo em uma infinidade de grupos.

No entanto, a “carteira de identidade” de um cristão está além das disputas teológicas. Muitos se importam com o orgulhoso nome de suas denominações, outros por batizarem deste ou outro modo, outros ainda pelas visões diferentes em relação à Ceia do Senhor etc. No entanto, é o amor que define um Cristão.

Certa vez, um caixeiro viajante, figura tão antiga em nossas zonas rurais, onde o acesso a bens de consumo era tão difícil, chegou a uma fazenda. Ao saudar o fazendeiro, aquele homem viu que sobre a mesa da sala havia uma bíblia e, imediatamente, disse ao proprietário que era “crente” também. Meio desconfiado, o fazendeiro perguntou: “Se você é crente mesmo, responda uma pergunta: Quantos mandamentos nós temos?”. Sem titubear, o viajante responde: Ora, são 11! O fazendeiro riu, dizendo que são apenas 10. Então o homem respondeu: “De certo modo o senhor tem razão. Em Êxodo 20 encontramos os 10 mandamentos de Moisés. Mas se o senhor ler no Novo Testamento, Jesus ensina o décimo primeiro mandamento: “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros”. Assim o fazendeiro se convenceu e recebeu o caixeiro com alegria.

Um novo mandamento: amar! “O versículo 9, do Evangelho de hoje, nos dá uma pista interessante: “Como o Pai me amou, também eu amei vocês; permaneçam no meu amor”. Como o Pai amou? Enviou o seu Filho a pecadores como nós, como prova de seu grande amor. Portanto, amor, antes de ser um sentimento, é ação! Como o Filho amou? Entregou voluntariamente a sua vida como nosso substituto na cruz, morrendo como nosso Salvador e Redentor. Como permaneceremos em seu amor? Guardando seus mandamentos, sendo obedientes e fiéis ao que Ele ensinou e viveu. E isso trará ao nosso coração uma alegria infinita.

Somos desafiados por Deus neste Domingo a ter o amor de mãe: desinteressado, sem esperar resultados ou agradecimentos, tendo o senso de dever cumprido quando vamos em direção do outro e derrubamos muros, construindo pontes. Isso deve ocorrer no seio da família, no trabalho, na escola, nas opções políticas que fazemos, nos trabalhos diários em que nos envolvemos.

Mais que doutrina, o Evangelho nos desafia a perceber que o Cristianismo deve ser uma relação interpessoal, ou seja: as pessoas da Trindade se relacionam entre si e conosco – O Pai envia o Filho, o Filho se oferece por nós, seus amigos, e o Espírito Santo nos leva a amar, quebrando barreiras. E desse relacionamento, a partir dele, nos relacionamos uns com os outros, caminhando a segunda milha, dando a outra face, perdoando uns aos outros, orando pelos inimigos...tarefas que não fáceis, se compararmos a cantar hinos de louvor, participar dos cultos ou ficarmos em disputas doutrinárias.

“Veem os outros Cristo em ti?” – pergunta um hino antigo. Vês tu Cristo nos outros? O chamado de Deus a nós hoje é de arrependimento e confissão, um chamado à conversão de costumes e de vida.

Que Deus tenha misericórdia de nós, pecadores, e nos instrua, pelo Espírito Santo, a nos lançar nesta aventura de reconciliação. Amém!


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