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sexta-feira, 2 de agosto de 2024

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA DIÁRIA DAS ESCRITURAS


Por que muitos santos e místicos, pastores e mestres insistem tanto na importância da leitura das Escrituras pelos cristãos, de modo especial, pelos clérigos? Esse foi o desejo de Thomas Cranmer, o compilador do Livro de Oração em Comum e, portanto, da Liturgia Anglicana. Lemos no prefácio do Primeiro LOC:

“Nunca houve algo tão bem idealizado pela genialidade humana, nem tão firmemente estabelecido, que com o transcurso do tempo não tenha se corrompido, como, entre outras coisas, pode ser visto claramente pelas orações de uso comum na Igreja, usualmente chamadas de Ofício Divino. O original e primeiro fundamento é tal, que se alguém estuda os escritos dos pais primitivos, encontrará que o mesmo não foi instituído senão com um nobre propósito e para promover amplamente a piedade. Assim, ordenaram eles que toda a Bíblia (ou a maior parte dela) fosse lida uma vez por ano, de modo que com isto o clero, e especialmente os que eram ministros e ministras de congregações, fossem (pela frequente leitura e meditação da Palavra de Deus) movidos e motivadas à piedade e melhor capacitados e capacitadas para exortar a outros com uma doutrina saudável e refutar aos adversários da verdade; e, além disso, para que o povo (escutando diariamente a leitura das Sagradas Escrituras na Igreja) se beneficiasse continuamente do conhecimento de Deus e fosse cada vez mais estimulado com o amor de sua verdadeira religião”.

Aqui, Thomas Cranmer deixa claro os motivos que o levaram a elaborar a Oração Matutina e Vespertina diárias, e que se tornaram, por séculos, padrão de culto da Igreja da Inglaterra. Em primeiro lugar, MOTIVAR A PIEDADE: Por piedade, leiamos aqui vida espiritual. Assim como o nosso corpo precisa de alimento diário para manter-se vivo e saudável, assim também acontece com a nossa alma. Uma alma que não conhece as Escrituras não será capaz de se relacionar adequadamente com o seu Autor verdadeiro por trás dos autores humanos. Se não lemos as Escrituras diariamente vamos nos tornar em desertos onde nada pode florescer e nada teremos para oferecer àqueles e àquelas que Deus coloca sob nosso cuidado pastoral. A leitura diária das Escrituras será em nossas vidas tal qual o adubo que nutre as plantas, sem a qual elas fenecem e morrem. As Escrituras farão brotar em nós o desejo de uma íntima e constante comunhão com Deus, uma vontade de estar constantemente em sua presença e de sermos iluminados por sua luz, através da ação do Espírito Santo em nós.

Continua Cranmer: “MELHOR CAPACITADOS E CAPACITADAS PARA EXORTAR A OUTROS COM UMA DOUTRINA SAUDÁVEL E REFUTAR AOS ADVERSÁRIOS DA VERDADE”. Não podemos esperar pregações vigorosas e que alimentam as almas dos fiéis se não temos clérigos e clérigas que se disponham a ler, meditar e estudar as Escrituras. Hoje, o que temos visto no mundo cristão? A proliferação de heresias, mesmo dentro de igrejas reconhecidamente sérias, por falta de conhecimento das Escrituras. Almas vazias não vão alimentar outros famintos. É preciso um compromisso sério com a leitura das Escrituras a fim de oferecermos alimento saudável ao nosso povo. Quando me tornei pregador fiz uma promessa a mim mesmo: que jamais subiria ao púlpito de improviso, sem me preparar espitualmente para falar aos fiéis do Senhor. Por muitas vezes eu havia entrado vazio e saído oco de alguns cultos, porque suas pregações foram fracas e não alimentaram a minha alma. Além disso hoje crescem e proliferam inimigos do Evangelho e temos que estar prontos para responder, com clareza, coesão e coerência, Àqueles que se colocam contra a sã doutrina de Jesus Cristo.

E diz ainda o Arcebispo: “E, ALÉM DISSO, PARA QUE O POVO (ESCUTANDO DIARIAMENTE A LEITURA DAS SAGRADAS ESCRITURAS NA IGREJA) SE BENEFICIASSE CONTINUAMENTE DO CONHECIMENTO DE DEUS E FOSSE CADA VEZ MAIS ESTIMULADO COM O AMOR DE SUA VERDADEIRA RELIGIÃO”. Os benefícios espirituais para o nosso povo são inestimáveis. Precisamos de uma Igreja Forte e ela só será assim se for verdadeiramente alimentada com as Escrituras.

Para encerrar, alguns versículos que nos podem ajudar a criar esta consciência da leituras diária das Escrituras:

Jeremias 15:16: Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó Senhor, Deus dos Exércitos.

Salmo 119: 9, 11, 105: De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra.

Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti.

Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos.

Jo 5:39: Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.

II Tm 3:16: Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.

II Tm 2:15: Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.

domingo, 14 de julho de 2024

Deus nos chama e nos capacita.

 Sermão: Deus nos chama e nos capacita.

Sl 85: 1-13; Am 7:7-15; Ef 1: 1-14; Mc 6:7-13


           
Meu irmão, minha irmã: Quem é você? O que você tem de especial para que Deus te chame para a sua obra? Que qualidade especiais você tem para Deus te chamar para ser profeta nesta terra onde Deus te colocou?

A resposta é NADA! Nem eu, nem você, nem o melhor dos seres humano temos NADA de bom para oferecer a Deus. Todos pertencemos a uma mesma categoria: Todos somos pecadores, perdidos, preferimos sempre o mal ao bem. Essa é a nossa Natureza.

Porém, quando Deus nos chama para uma obra, Ele nos capacita. Quem era Amós? Um rapaz da roça, boiadeiro e apanhador de figos. Deus o chamou para ser profeta e denunciar a corrupção do Rei (Política) e do Templo (religiosa).

Deus te chama nesta noite e quer te capacitar. Fomos remidos pelo sangue de Cristo a fim de darmos frutos para o Reino de Deus. Qual é a sua vocação, para o que Deus te tem chamado?

Recebemos, em Cristo, toda a sorte de bênçãos espirituais.

Fomos chamados e chamadas para a santidade.

Fomos adotados como filhos e filhas.

Fomos chamados para louvor da sua Glória.

Recebemos a sua graça em Cristo.

Derramou sobre nós sabedoria e prudência.

Fomos selados com o Espírito Santo.

Se temos tudo isso a nossa disposição, em Cristo, porque não cremos que Deus pode nos capacitar para a sua obra?

ILUSTRAÇÃO: Conta-se de um missionário anglicano que foi para uma longínqua ilha no Pacífico sul. Ali trabalhou por quase 20 anos pregando o Evangelho. Quando se aposentou, voltou para a Inglaterra, mas quis ser enterrado naquela ilha, cujo povo ele amava. Suas cinzas foram transladadas e ele enterrado ali. Os nativos escreveram em seu túmulo: “Aqui jaz James Erwin, missionário. Quando aqui ele chagou, não havia um só cristão. Quando daqui ele saiu, não havia um só pagão”.

Fomos chamados e chamadas para servir a Deus e às pessoas. Não podemos nos esconder, dizendo: Ah! Eu não sei o que fazer. Quando Deus chamou Moisés ele sabia exatamente quem estava chamando. Moisés deu uma série de desculpas, dizendo:

a) quem sou eu?

b) que es tu?

c) E se eles não acreditarem?

e) E se o Faraó não acreditar?

e) Manda outro, menos a mim.

E sabemos o que Deus fez nele e através dele.

A única coisa que precisamos fazer é nos dispor. O restante, Deus faz. O Salmo 37:5 diz exatamente isso: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais ele fará”.

sexta-feira, 12 de julho de 2024

NECESSIDADES REAIS DE UM CORAÇÃO

 

Nossa reflexão e estudo serão baseados no Salmo 143:7-13:

7 Dá-te pressa, Senhor, em responder-me; o espírito me desfalece; não me escondas a tua face, para que eu não me torne como os que baixam à cova.

8 Faze-me ouvir, pela manhã, da tua graça, pois em ti confio; mostra-me o caminho por onde devo andar, porque a ti elevo a minha alma.

9 Livra-me, Senhor, dos meus inimigos; pois em ti é que me refugio.

10 Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus; guie-me o teu bom Espírito por terreno plano.

11 Vivifica-me, Senhor, por amor do teu nome; por amor da tua justiça, tira da tribulação a minha alma.


1. “Dá-te pressa, Senhor, em responder-me” – OUVE-ME

A grande maioria dos cristãos não tem a clara dimensão do que significa ter um Deus que OUVE. Esse verbo nos indica claramente algumas coisas que são extremamente significativas.

(a) DEUS ESTÁ VIVO - Crer em um Deus vivo, pessoal, com o qual podemos nos relacionar é uma bênção sem igual. Não estamos tratando com uma mera força ou energia, mas com alguém que tem nome (Javé/Yahweh), personalidade, vontade, sentimentos. Basta lermos a Bíblia para percebermos que Deus está vivo! E não apenas isso, Deus é a fonte da vida, já que ele é o Crisdor de todos, todas e tudo! Crer (confiar) e se relacionar (comunhão) com um Deus com estas características, evidentemente, deve causar em nós uma verdadeira sensação de segurança. Não estamos apenas nos relacionando com algo impessoal, mas com alguém que se identifica conosco e nos transmite a vida, o Criador de todo Universo. Ele é o “motor primeiro”, a causa primeira do Universo e de cada um de nós.

(b) DEUS SE INTERESESSA - Ora, se Deus quer se relacionar com os seres humanos, isto significa que ele se interessa por nós. O Salmista confia claramente nesta realidade que pede a Deus que lhe dê ouvidos e atenda às suas súplicas. E o interesse é tão grande que ele não diz apenas “ouve-me”, mas “responde-me”.

(c) DEUS SE REVELA - E assim o salmista afirma: “não me escondas a tua face”. Isto significa que Deus não está ou fica escondido, mas se revela a quem o busca de coração sincero. Não podemos imaginar este Deus tão amoroso longe daqueles que tem um coração contrito, pelo contrário, ele se faz companheiro e se dá a conhecer intimamente. O salmo 25:14 afirma que “a intimidade do Senhor é para aqueles que o temem, aos quais dará conhecer a sua aliança”.


2. “Faze-me ouvir, pela manhã, da tua graça, pois em ti confio” – OUÇO-TE

Aqui temos a segunda dimensão da escuta: primeiro o salmista clama a Deus que o atenda em suas súplicas; aqui, em forma dialogal, ele quer ouvir a voz do Senhor. Isto é intimidade: não é simplesmente querer falar com Deus, mas querer ouvir a sua voz. E que delícia ler a pena inspirada do apóstolo João escrever: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem” (Jo 10:27).

E o desejo de ouvir a voz do Deus amoroso é real porque ele confia no seu Deus. Confiança é um sentimento poderoso, que faz a criança obedecer aos comandos da mãe quando em uma situação de perigo ela diz: “Venha, meu filho! Segure a minha mão”. Segurar nas mãos de quem confiamos nos dá alívio à alma.

E a confiança do salmista continua expressa no desejo de caminhar por onde Deus deseja. Ele sabe que “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte”. (Pv 14:12). Seguir pelos caminhos que escolhemos, sem Deus, certamente nos levará à perdição, são caminhos sem volta. Lembremos que o Senhor nos afirma que há dois caminhos: “Afasta de mim o caminho da falsidade e favorece-me com a tua lei. Escolhi o caminho da fidelidade e decidi-me pelos teus juízos”.(Sl 119:29,30). E andar por esse caminho exige luz, a qual encontramos na Palavra do Senhor. “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos”.(Sl 119:105). A mesma ideia é retomada por Jesus no Evangelho: “Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mt 7:13,14). Andar nos caminhos indicados pelo Senhor, portanto, é garantia de vida.


3. “Livra-me, Senhor” – LIVRAMENTO

A vida é cheia de imprevistos, os mais variados, desde uma coisa pequena como chegar ao ponto de ônibus e ver que ele acabou de sair, até algo grande, como um acidente que pode promover a morte. Não temos controle sobre o que pode nos acontecer. No entanto, nada é aleatório, tudo tem um um propósito e as coisas pequenas podem estar conectadas com as coisas grandes...perder o ônibus pode ser a causa de alguém se livrar de um acidente. Isso é livramento.

Muitas vezes não entendemos porque estamos em determinada situação, mas por trás da vida daquele que crê está o que chamamos de Providência Divina. O maior exemplo disso é a História de José do Egito. Vendido como escravo por seus irmãos, foi parar na casa de Potifar, onde foi acusado de tentar seduzir a esposa de seu patrão. Foi parar na cadeia, onde decifrou os sonhos do copeiro e do padeiro do Faraó. Após alguns anos, decifrou os sonhos do Faraó, que previam sete anos de abundância e sete anos de escassez.

Se tudo isso não tivesse acontecido, Jacó e todos os seus filhos, inclusive José, teriam morrido de fome. Olhe o que José diz ao revelar-se aos seus irmãos: “Agora, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então, disse: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós. Porque já houve dois anos de fome na terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem colheita. Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra e para vos preservar a vida por um grande livramento. Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito. (Gênesis 45:4-7)

É importante também pensar no seguinte: Se José, logo que fora vendido por seus irmãos, um jovem imaturo, com raiva no coração, fosse imediatamente promovido a vice-rei do Egito, ele teria reunido os exércitos de Faraó e teria ido ao encalço de seus irmãos e matado a todos! Mas a Graça foi trabalhando com o tempo no coração daquele jovem, foi amadurecendo seu caráter e o tornou naquele que viu a mão de Deus em todas as coisas.


4. “Em Ti me refugio” - REFÚGIO

E não apenas livramento, o salmista que também refugiar-se em Deus. Mas o que é refúgio? Que conceito ele tem dessa palavra?

A palavra hebraica é MIQLAT e designava as chamadas “cidades de refúgio”. Antes de o Povo Judeu entrar em Canaã, Deus ordenou a Moisés que designasse seis “cidades-refúgio”: Quedes, Golã, Ramote, Siquém, Bezer e Hebron. As leis da Torá sobre as cidades-refúgio são únicas. Se alguém tivesse assassinado acidentalmente outra pessoa, ele poderia fugir para uma destas cidades, três em cada lado do rio Jordão. Enquanto estivesse dentro dos limites da cidade, nenhum parente do morto teria permissão de entrar e lhe causar mal. Enquanto quisesse estar seguro, o causador deste crime involuntário deveria permanecer na cidade-refúgio, sem deixar seus limites até a morte do Cohen Gadol (Sumo-Sacerdote) (Números 35:6-32 e Josué 20:2-9).

É consenso, desde o Talmud até a erudição da Teologia Bíblica, que essas cidades, esse refúgio, era um “tipo”, uma metáfora do Messias, Jesus Cristo. Nele, o pecador – que não escolheu ser pecador – se refugia a fim de receber perdão e paz de espírito, reconciliando-se com Deus. Cristo, nosso refúgio verdadeiro, nos guarda e protege do inimigo de nossas almas, que quer nossa perdição.


5. “Ensina-me a fazer a tua vontade” – APRENDIZADO E OBEDIÊNCIA

Fazer a vontade de Deus deve ser a razão da vida daquele que crê. Jesus nos ensina no Pai Nosso: “Seja feita a tua vontade, na terra como Céu”. A vontade de Deus é soberana e deve ser um imperativo ao que crê.

Um dos princípios mais caros do Reino de Deus é a submissão. Deus é Senhor e como tal devemos nos submeter a sua santa vontade, renunciando à nossa. É isso que Jesus quis dizer quando afirmou que se alguém quiser ser discípulo deve renunciar a si mesmo, tomar a sua Cruz e segui-lo (Lucas 9:23). A primeira declaração de fé das primeiras comunidades cristãs era “Jesus é Senhor”. O senhorio de Cristo é essencial para nós e para a nossa fé.

São Paulo, na Carta aos Romanos, falando sobre a nossa salvação diz: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. (Romanos 10:9,10). Hoje fala-se muito em “aceitar Jesus como Salvador”, mas o que é afirmado aqui é submeter-se a Ele como Senhor, é o Senhorio de Cristo e a fé nele, vivo e ressurreto, o caminho para a Salvação.

Pois bem...aqui devemos pensar um pouco sobre a Salvação pela Fé. Efésios 2: 8-10 nos revela um pouco sobre isso. Vejamos primeiro o contexto.

(a) Primeiro o autor sagrado afirma que nós estávamos mortos em nossos delitos e pecados – referindo-se claramente ao nosso estado espiritual antes de conhecer a Cristo (mortos por causa do pedado original) e mortos por causa de nossos pecados atuais (decorrência de pecado original). Pecamos porque somos pecadores, não somos pecadores porque pecamos. Isso vemos nos versículos 1 a 3 de Efésios 2: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais”.

O estado espiritual do homem sem Deus é tal que é chamado de “filho da desobediência” e “filho da ira”! Por isso TODOS eram merecedores da eterna condenação, longe de Deus (Romanos 3:10, 23; Romanos 6:23).

Mas o amor de Deus e sua misericórdia ultrapassam o nosso pecado: “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus” (Ef 2:4-7). Que maravilha! Deus dá vida aos mortos através de Jesus Cristo, ressuscitando-os com Cristo e nos fazendo assentar em sua glória!

E como isso se dá? É aqui que chagamos a Efésios 2:8-9: Somos salvos PELA GRAÇA, cujo meio é A FÉ. Isso não é um esforço nosso, é Graça, favor imerecido. Para que ninguém se glorie, para que ninguém diga que salvou a si mesmo, somos salvos POR CRISTO. Nossas obras não nos salvam, por mais bondosos e generosos que sejamos, pois as nossas obras sem Cristo não possuem qualquer valor para a salvação de nossas almas.

Mas que valor tem as nossas obras, então? MUITO!!! É aí que entra a obediência de que fala o salmista. Não somos salvos POR nossas obras, mas PARA boas obras. Nossa obediência e boas obras não são um meio, mas um fim. Isto sinifica que um cristão que não pratica boas obras tem uma fé morta e inoperante. Veja Efésios 2:10 e Tg 2:17.


6. “ guie-me o teu bom Espírito por terreno plano” – TRANQUILIDADE

Àquele que é salvo pela fé não anda sozinho, pois o Espírito Santo foi enviado pelo Pai e pelo Filho para nos guiar a toda verdade.

Em muitas situações, sozinhos, temos muita dificuldade em agir, pois não sabemos o que fazer. É aí, então, que entra o Espírito Santo para nos auxiliar em todas as coisas.

E uma das coisas que Ele nos ajuda é na oração. Precisamos orar (I Tessalonicensses 5:17). Mas muitas vezes não sabemos como orar. O Espírito Santo é o grande professor da oração. Ele nos indica o caminho a seguir e como orar segundo a vontade de Deus. Romanos 8 nos afirma algumas coisas a respito do Espírito Santo e sua obra:

(A) – Ele nos guia (Romanos 8:14)

(B) – Ele nos dá a certeza de que somos filhos de Deus (Romanos 8:16)

(C) – Ele nos assite em nossa fraqueza (Romanos 8:26a)

(D) – Ele intercede por nós, quando não sabemos orar como convém (Romanos 8:26b)

Andar por um terreno plano faz parte do plano de Deus através de Cristo. Essa metáfora (como Deus é poeta!) nos remete a Isaías 40:4:

(A) Todo vale será aterrado – é o vazio se tornando cheio pela presença de Deus.

(B) E nivelados todos os montes e outeiros – é o orgulhoso se humilhando e se rendendo, se submetendo a Deus.

(C) – O que é tortuoso será retificado – aquilo que está em desacordo com a vontade de Deus sendo restaurado.

(D) – Os lugares escabrosos, aplanados – estradas acidentadas, escarpadas, em declive, que pdodem derrubar o transeunte sendo reestruturadas.

A isso se chama VERDADEIRO AVIVAMENTO: o versículo 5 o confirma: “A glória do Senhor se manifestará, e toda a carne a verá, pois a boca do Senhor o disse”. Deus se manifesta dando tranquilidade ao coração daquele e daquela que crê.


7- Vivifica-me – AVIVAMENTO

Esta é, sem dúvidas, a mais urgente necessidade da Igreja no século XXI. Jesus afirmou: “Ora, Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos; porque para ele todos vivem” (Lc 20:38).

Com o passar dos anos, a nossa fé, por vezes vai se esfriando, convicções cristãs vão se perdendo e muitos acabam por se afastar de Deus e da sua Obra, a Igreja. Muitos ficam exatamente como diz o Senhor à Igreja de Laodicéia: mornos (Apocalipse 3: 15-17). Este é o estado espiritual de muitos cristãs e cristãs hoje em dia.

Já o profeta Habacuque pede que Deus avive a sua obra (Hc 3:2). E aqui vale ressaltar: avivamento genuíno não é obra nossa, dos homens. É uma obra divina, uma intervenção direta de Deus em nossa vida de fé.

Saiba que quem escreve estas linhas não é um pastor pentecostal, ao contrário, sou um cristão de uma igreja Histórica e Tradicional. Uso o Livro de Oração em Comum nos cultos, sou avesso a muitas novidades que são introduzidas na Liturgia do culto etc. Mas creio firmemente que precisamos, mais do que em qualquer época da História da Igreja Cristã, de um Avivamento genuíno.

Avivamento não significa um culto mais alegre – isso é “animamento”.

Avivamento não significa consertar as coisas do nosso jeito – isso é “aviamento”.

Avivamento não é jogar fora a história e a experiência cristã – isso é “agachamento”.

Avivamento é a obra de Deus para nos fazer voltar aos seus caminhos.



Isaías 61:1 diz: “Oh! Se fendesses os céus e descesses! Se os montes tremessem na tua presença”.

Isaías 44: 3,4: “Porque derramarei água sobre o sedento e torrentes, sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes; e brotarão como a erva, como salgueiros junto às correntes das águas”.

Isaías 40:10: “Eis que o Senhor Deus virá com poder, e o seu braço dominará; eis que o seu galardão está com ele, e diante dele, a sua recompensa.”

Salmo 80 e Salmo 81 – ambos falam desta realidade o tempo todo: “Restaura-nos, ó Deus dos Exércitos; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.” “Abre a tua boca e eu a encherei”.

Avivamento é diferente de Reforma. Reforma é uma ação humana; Avivamento, uma ação divina.

Reforma é conduzida pelo intelecto; Avivamento pela fé no coração.

Reforma é uma volta à doutrina; Avivamento é uma volta ao Senhor.

Reforma pressupõe uma mudança institucional; Avivamento, uma mudança interior, com conversão e arrependimento genuínos.

E mais: o Avivamento não é apenas uma mudança de postura espiritual, mas também uma mudança nas estruturas sociais – pois, como já vimos, a fé sem obras é morta. Não existe avivamento genuíno se não há profetismo, denúncia das injustiças sociais e das estruturas de opressão, principalmente contra os pobres e as minorias. Avivamento também é libertação (Isaías 61:1-13).

Vivemos em um mundo moribundo, pois é um mundo sem Deus. Religiosos envergonham o nome de Deus por causa de um fundamentalismo excludente e assassino. Cristãos se envolvem em escândalos de corrupção e de politicagem. Não há compromisso real com uma vida de oração, com a leitura piedosa das Escrituras e sua aplicação na vida diária. Milhares se afastaram das igrejas porque não são alimentadas espiritualmente por líderes despreparados e muito mais preocupados com as instituições e com as estrurturas de poder do que com a salvação das almas.

Vivemos num mundo sem esperança, onde a ansiedade, a depressão, o suicídio, a violência e as drogas escravizam as pessoas e não as deixam viver uma vida plena, livre e feliz.

Vivemos num mundo consumista, que cria a falsa ideia de que “ter” é sinônimo de felicidade, onde as relações humanas são baseadas no interesse e onde o hedonismo parece dar a impressão de que comprar abundantemente, se divertir loucamente, comer desesperadamente são as únicas coisas que valem a pena na vida.

Vivemos num mundo onde as pessoas são coisificadas, onde passear com pet se tornou mais significativo que dar atenção aos pais idosos ou onde as pessoas se preocupam em colocar ração e água fresca para animais de rua (o que é muito justo, por sinal), mas não se preocupam com aqueles que passam fome, sede, estão encarcerados ou nus, não se procupam com os órfãos e as viúvas deste século (vítimas de fome, racismo, sexismo, homofobia e outros tipos de intolerância).

Vivemos num mundo sem Deus. Por isso precisamos de AVIVAMENTO.

quinta-feira, 11 de julho de 2024

A Bíblia


Em abril de 1521, Martinho Lutero compareceu perante seus acusadores eclesiásticos na Dieta de Worms. Ele havia recebido o ultimato para repudiar a sua fé inabalável na suficiência e clareza das Escrituras. É dito que Lutero respondeu: "A não ser que eu seja convencido pela Escritura e pela pura razão — não aceito a autoridade dos papas e concílios, uma vez que eles se contradisseram entre si — minha consciência é cativa à palavra de Deus.... Deus me ajude! Esta é a minha posição".

Como Martinho Lutero, que nós possamos nos colocar acima das dúvidas interiores e confrontar as ameaças exteriores quando a palavra de Deus for atacada. Que Deus nos ajude a sermos leais contendores da fé. Que permaneçamos com Deus e com a Escritura somente.

Este livro contém: a mente de Deus, a situação do ser humano, o caminho da salvação, o destino dos pecadores e a felicidade dos crentes.

Sua doutrina é santa, seus preceitos são obrigatórios, suas histórias são verdadeiras e suas decisões são imutáveis.

Leia-o para ser sábio, creia nele para ser salvo e pratique-o para ser santo.

Ele contém luz para orientá-lo, alimento para fortalecê-lo e consolo para animá-lo. Ele e o mapa do viajante, o bordão do peregrino, o compasso do piloto, a espada do soldado e a carta do cristão. Nele o céu é aberto e os portões do inferno são revelados.

Cristo é o grande tema, o nosso bem o seu projeto, e a glória de Deus o seu propósito. Ele deveria encher a memória, governar o coração e guiar os pés.

Leia-o devagar, com frequência e com oração. Ele e uma mina de riqueza, saúde para a alma e um rio de prazer.

Ele é dado a você aqui nesta vida, será aberto no julgamento e firmado para sempre.

Ele envolve a máxima responsabilidade, recompensará a maior obra e condenará todos que zombam do seu conteúdo.

sábado, 6 de julho de 2024

Pertencimento

Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu. I Rs 18:21


Sentir-se parte de algum grupo, uma nação, um time esportivo ou uma família é ideal para todos os seres humanos. Fazer parte de algum grupo ou pertencer a algum lugar nos dá um sentimento de importância, de fazer parte de algo que é maior e mais importante que nós. Não se sentir parte de algo, por outro lado, pode causar efeitos muito negativos na saúde física e mental e no bem-estar de uma pessoa. Mas o que é o sentimento de pertencimento?

“Pertencimento é aquela percepção de alguém fazer parte de uma comunidade, de uma família, de um grupo, de uma nação. Ele está muito ligado ao reconhecimento e a como uma pessoa tem respeitadas a sua dignidade, a sua cultura, e as suas diferenças”.

Parece-me que hoje as pessoas não querem mais pertencer. Pertencer me dá a garantia de que eu tenho uma identidade clara, uma espécie de DNA, uma sensação de segurança.  Pertencimento dá conforto ao coração, pois não é dúbio, nem gera confusão. 

E o fato das pessoas não quererem pertencer me faz pensar que essa atitude talvez seja o medo de assumir quem se é imaginando o julgamento alheio. Talvez perder-se num mar de infinitas possibilidades não induza o indivíduo a se comprometer profundamente com causas e/ou ideias. Seguir o fluxo, seguir a multidão afasta a possibilidade de sermos reconhecidos.

Eu pertenço também a uma História, anterior a mim e que continuará depois de minha partida. Mas quem não tem esse sentimento de pertença não sabe de onde veio e nem para onde vai.

Ali estava Elias, o tesbita, chamado por Acabe de "o perturbador de Israel". Diante dele, um povo que ora pendia para Javé, ora pendia para Baal, de acordo com suas conveniências. Eles conheciam os feitos de Javé, suas leis e mandamentos, mas fraquejavam em sua fidelidade e praticavam uma dança das cadeiras em sua profissão de fé. 

E o chamado do profeta é: escolham a quem vocês querem servir. Ficar em cima do muro é muito perigoso, principalmente em questões espirituais. "Acender uma vela para Deus e outra para o diabo" pode ser fatal para uma espiritualidade saudável, para uma prática política cidadã responsável ou para se ter relacionamentos saudáveis. 

Na "modernidade líquida" de Bauman o sentimento de pertença parece um pouco fora de moda. Mas a nós que professamos a fé cristã o apelo do profeta é imperativo. Se insistirmos em ter os pés em duas canoas poderemos cair nas águas e isso pode ser desastroso.

Até quando?

sexta-feira, 5 de julho de 2024

Noites e dias, choros e alegria

 

Salmo 30:5 - Pois a sua ira só dura um instante, mas o seu favor dura a vida toda; o choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria. (NVI)

O salmista nos alerta para uma realidade espiritual importantíssima: todas as coisas se renovam para o nosso bem. Depois da noite e seus perigos, vem o dia e a luz do sol; depois da tempestade e da apreensão, vem a calmaria e o frescor; depois da luta, da tribulação, vem a paz.

Isso nos faz pensar algo muito importante: De fato conhecemos a Deus? Sabemos que Ele cuida de nós em todas as circunstâncias. Mas Cremos nisso, de fato? Em vindo o “dia mau”, nos desesperamos e ficamos apreensivos. Por que temos uma fé tão frágil?

Algumas das possíveis respostas para isso podem ser vistas na realidade de muitos chamados cristãos: falta uma intimidade com Deus, resultado da oração constante e da leitura assídua da Palavra do Senhor. Nossa lida diária, muitas vezes, causa em nós uma canseira tal, ou a chamada falta de tempo, em que temos tempo para tudo, menos para a oração e a a instrução do Senhor.

Na verdade, não falta tempo à maioria de nós, o que falta é prioridade para as coisas de Deus. Se tratássemos a nossa Bíblia com o mesmo cuidado que temos com o celular, certamente nossa vida espiritual seria de outra monta. Se usássemos o tempo em oração que ficamos navegando indefinidamente pelas redes sociais, certamente nosso poder espiritual seria engrandecido.

Deus cuida de nós, apesar da nossa infidelidade. A nossa vida inteira está em suas mãos. Dele vem o consolo nas lutas e dificuldades para que a alegria, para a qual fomos criados, seja restaurada.

Pensemos hoje: tenho usado meu tempo com o Senhor? Tenho buscado essa intimidade, que me permitiria descansar em suas promessas em vez de vez amargar na ansiedade?

Kyrie eléison!


Oremos: Deus, na tua fidelidade eu quero descansar. Ajuda-me a caminhar na tua luz diariamente para ter a fé que o salmista exalta. Amém.

domingo, 16 de junho de 2024

A grandeza de ser pequeno

SERMÃO – 4º DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES – 16 DE JUNHO DE 2024

Textos: Salmo 92; Ez 31, 1-6. 10-14; II Co 5:1-10; Mc 4, 26-34)



1. Neste mundo em que vivemos, mundo de competição, de concorrência, as pessoas têm o desejo de serem grandes, poderosas, reconhecidas. E para isso, muitos, infelizmente, fazem disso a meta da vida e para tanto usam os outros como escadas para subir.

2. Segundo Marx, “Tudo o que sólido desmancha no ar”. Exemplos disso na História não faltam. Roma, por exemplo, fundada 753 a.C (Séc. VIII) teve seu império no Ocidente até 476 d.C (séc. V), durando 12 séculos, sem contar os mais 1000 anos do Império Romano do Oriente (Bizantino). Mas onde está agora?

3. Quantas grandes empresas, indústrias, bancos e mesmo países ruíam com o tempo. A primeira leitura nos fala do Egito e seu orgulho como grande nação. Um Império gigante e longevo que se perdeu nas areias do tempo e hoje só lhe restam ruínas e artefatos arqueológicos.

4. Nada é maior que o Reino de Deus, mas sempre é apresentado, na contramão do mundo, a partir de coisas pequenas. Isso começa com o Rei deste Reino: nascido num cantinho pobre do Império Romano, no cantinho do fim do mundo, filho do Seu José e da Dona Maria, carpinteiro de profissão. Nasceu não num palácio, mas em um cocho. Foi refugiado no Egito. Entrou na sua capital real montado em um jumentinho emprestado, instituiu a Eucaristia numa sala emprestada, dizia não ter onde recostar a cabeça. Morreu não porque fosse um cara legal, bonzinho, mas por incomodar os poderosos, era considerado perigoso, um preso político. Não tinha nem mesmo uma sepultura, a sua foi-lhe emprestada por José de Arimateia. No entanto, ninguém em toda a História influenciou tanto a vida da humanidade com sua mensagem que foi, aliás, uma das causas internas da queda do Império Romano!

5. E as pessoas que o procuravam: famintos em busca de pão, adúlteras, cobradores de impostos, viúvas, crianças...seus discípulos? Pescadores, artesãos, gente da periferia do Império. Eram 12. Hoje são bilhões.

6. Lembro-me aqui de um episódio da História do Brasil, quado Rui Barbosa foi à Conferência de Paz em Haia, em 1907...ao entrar, o presidente da Conferência, querendo macular a imagem dos países latino-americanos, principalmente, jocosamente disse de Rui quando adentrou no recinto:”Por que uma porta tão grande para um homem tão pequeno”. Depois do discurso de Rui e sua participação na mesma Conferência, reconheceu: “Por que uma porta tão pequena para um homem tão grande”.

7. Grandeza é mais do que força e tamanho. Grandeza fala de humildade, de caráter, de serviço ao próximo. E esse tipo de pessoa – lembremos de Gandhi, de Luther King e de Santa Dulce dos Pobres – deixam marcas inesquecíveis na vida de centenas, de milhares, aos de perto e aos de longe.

8. Somos chamados e chamadas a sermos cidadão deste Reino – um Reino que subverte os padrões deste mundo, onde para ser grande é preciso ser pequeno, onde quem serve é maior do que quem é servido, onde somos convidados a dar a outra face, a caminhar a segunda milha, a não pagar o mal com o mal, mas com o bem, a orar pelo inimigo!

9. Segundo Stott, “ser cristão não exige muito, exige tudo”. Você está disposto e disposta a isso?

10. A semente de mostarda, pequena, é usada por Jesus para contrapor a grande árvore que fora o Egito. Quem resistiu?

As 95 Teses de Martinho Lutero

  Em 31 de Outubro de 1517, Martinho Lutero afixou na porta da capela de Wittemberg 95 teses que gostaria de discutir com os teólogos católi...